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Vazamento de óleo atinge Rio Bananal em Barra Mansa
Uma mancha negra foi vista hoje (8) no trecho mais baixo do Rio Bananal, na altura do bairro Vila Maria. Equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e agentes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente passaram todo o dia no local analisando o material. Foi constatado que a mancha era de óleo diesel queimado.
Os agentes fizeram vistorias em empresas da região, principalmente as que ficam próximas. Até o início da noite de hoje (8) não havia sido identificado o responsável pelo vazamento.
Segundo o gerente de fiscalização do Meio Ambiente de Barra Mansa, Paulo César Nogueira, as redes de abastecimento de água do município já foram avisadas caso ocorra alguma anormalidade.
- Já informamos o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) em relação ao ocorrido caso seja encontrado algum resíduo do óleo. Ainda não foi possível identificar o infrator, mas continuaremos analisando - reforçou.
Secretária estadual do Ambiente se reúne com prefeito de Angra para falar sobre desastre
No dia do aniversário, Angra tenta decretar estado de calamidade
Solidariedade:
Doações:
(24) 3377-7480 _ 3365-4588 _ 3377-7869
No site da Prefeitura:
Volta Redonda/RJ: 31/12 - BÊNÇÃO DAS ÁGUAS PELA PAZ EM 2010
MOVIMENTO RESGATE DA PAZ
Dia 31/12 - 11h, na Beira Rio, na Vila Muri -VR
O Movimento com o apoio da COMISSÃO AMBIENTAL SUL-RJ, realiza 9ª edição da Bênção de final de ano. Desta feita com foco duplo – A crescente violência em VR e necessidade de recuperação da BACIA DO RIO PARAÍBA DO SUL, bem como a ampliação do debate sobre a transposição do rio para São Paulo. Na oportunidade serão apresentados o totalizador da violência e também o déficit de arvores da mata ciliar na extensão das margens do rio Paraíba em VR.O evento contará com presença de lideranças religiosas, políticas e comunitárias. Será um ato ecumênico.
CONCENTRAÇÃO A PARTIR DAS 10:30, PRÓXIMO DO SUPER-MERCADO AVANÇO, na Beira Rio em VR.
Certos da presença. Muita Paz e Feliz Natal!
Volta Redonda, 22 de dezembro de 2009.
Pe. Juarez Carvalho Sampaio
Pároco da cidade de VR e Coord. do Movimento Resgate da Paz,
Apoio CPR-VR
ET. Solicitamos que levem água e protetor para pele.
Contato: 3340 2801
Para que 2010 seja um ano realmente mais legal para todos...





COP 15 é no Twitter! #COP15
Carta em Defesa das Águas do Rio Paraíba do Sul

Comitê das Bacias Hidrográficas do rio Paraíba do Sul, CODIVAP- Consórcio de Desenvolvimento do Vale do Paraíba, Deputados federais e estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro, prefeitos, vereadores, partidos políticos, religiosos de diversos credos, entidades empresariais e ambientalistas, associações profissionais e comunitárias reafirmam, neste evento histórico do dia 30 de novembro de 2009, em São José dos Campos, o compromisso com a defesa da preservação e recuperação do rio Paraíba do Sul e seus afluentes e encaminham aos Exmos Governadores de São Paulo- José Serra, Rio de Janeiro- Sérgio Cabral e Minas Gerais- Aécio Neves, as seguintes considerações e reivindicações:
- Considerando a importância do rio Paraíba do Sul e seus afluentes para o abastecimento de água de 14 milhões de habitantes, incluindo a região metropolitana do Rio de Janeiro;
- Considerando que as águas armazenadas nas represas de cabeceiras em São Paulo e na represa de Funil/RJ são responsáveis pela garantia de uma vazão de cerca de 250 m³/s em Santa Cecília- Barra do Piraí/RJ, para fins de transposição de 160m³/s para a bacia do rio Guandu/RJ;
- Considerando que cerca de 80% das águas do rio Guandu são provenientes do rio Paraíba do Sul, garantidas pela transposição;
- Considerando que a legislação de cobrança pelo uso da água no estado do Rio de Janeiro, destinou apenas 15% do valor arrecadado na bacia do rio Guandu para a bacia do rio Paraíba do Sul;
- Considerando o uso de cerca de 50 m³/s de água para empurrar a cunha salina na baía de Sepetiba;
- Considerando os investimentos previstos na bacia do rio Guandu e baía de Sepetiba no Rio de Janeiro com previsão de forte aumento de demanda de água;
- Considerando que na bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais há um forte e crescente desenvolvimento econômico e social, cuja sustentabilidade depende da oferta de recursos hídricos;
- Considerando que parte deste desenvolvimento assenta-se na agricultura irrigada, de tradição centenária no trecho paulista e fruto de pesados investimentos regionais;
- Considerando que a atual demanda de água, no trecho paulista, estimada para os usos de abastecimento doméstico, industrial e de irrigação, é da ordem de 27m³/s ;
- Considerando a parcela de água outorgada na bacia para as entidades do setor elétrico;
- Considerando a recente crise de armazenamento de água na bacia ocorrida entre 2001 e 2004, quando a reserva chegou a 14%;
- Considerando as precárias condições sanitárias do rio Paraíba do Sul, cujos parâmetros de qualidade não atendem a legislação em vigor;
- Considerando os investimentos previstos na bacia em decorrência da implantação do TAV, Pré Sal, Porto seco em São José dos Campos, ampliação do Porto de São Sebastião, duplicação da rodovia dos Tamoios;
- Considerando os estudos em andamento pelo governo do estado de São Paulo, que considera a bacia do rio Paraíba do Sul como eventual doadora de água para contribuir no abastecimento da macrometrópole paulista;
- Considerando que no estado de São Paulo há outras bacias potencialmente doadoras com maior disponibilidade de água.
- Ao governo do estado de São Paulo, que não utilize as águas da bacia do rio Paraíba do Sul, para transposição, sob o risco de inibir o desenvolvimento regional e comprometer ainda mais a qualidade dos corpos d’água da bacia;
- Ao governo do estado do Rio de Janeiro, que faça uma revisão urgente do percentual do valor arrecadado na bacia do rio Guandu repassado à bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul;
- Medidas dos três estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, para o combate às perdas no sistema de captação, adução e distribuição de água;
- O compromisso dos estados com a continuidade dos investimentos em tratamento de esgotos domésticos na bacia do rio Paraíba do Sul.
A menor orquídea do mundo
O pesquisador norte-americano Lou Jost encontrou a planta por acidente, em meio às raízes de um vegetal maior que ele coletou na região de Cerro Candelaria, no leste dos Andes. 'Vi aquela plantinha, e concluí que ela era mais interessante do que a orquídea maior', conta.
Esta é a 60ª espécie de orquídea que Jost descobre, em um intervalo de dez anos. 'As pessoas pensam que tudo já foi descoberto, mas ainda há muito mais', afirma o estudioso.
Ao todo, mais de mil tipos de orquídeas foram reveladas nos países da América do Sul nos últimos cem anos.
Conferência do Clima é tema do Edição das Dez - Globo News
Rio Paraíba do Sul: Notícias da Transposição

ET. D. João Messi elogiou a Vereadora Renata Paiva pelas articulações e conclamou os vereadores do Sul Fluminense a seguirem o seu exemplo. Foi aplaudido, pois apenas 3 vereadores estavam no recinto, sendo que são 12 cidades.
Sarkozy propõe verba de rico para proteger floresta
Desperdício é tema do Edição das Dez - Globo News
Artigo: A fonte ameaça secar
O movimento pela culinária responsável
Por Marcelo Szpilman*
Instituto Ecológico Aqualung
Apesar de a pesca ser uma das mais antigas atividades desenvolvidas pelo homem, parece que todo esse tempo de prática ainda não foi suficiente para evitar que ela seja realizada de forma predatória. Levantamentos recentes indicam que hoje a captura indiscriminada mata e desperdiça entre 18 e 40 milhões de toneladas de peixes, tubarões, tartarugas e mamíferos marinhos todos os anos, o que representa nada mais nada menos do que um terço de toda a pesca mundial. É um crime contra a natureza. Um desperdício inaceitável que ameaça secar a fonte.
A destrutiva combinação sobrepesca-pesca predatória empreendida nas últimas décadas cobrará um alto preço muito em breve. Em muitos casos, o "futuro", um termo bastante usual nos discursos do passado, já chegou. Temos hoje diversas espécies comerciais de pescado ameaçadas de desaparecer. No Brasil, já são 145 espécies de peixes e 12 de tubarões ameaçadas de extinção e 31 espécies de peixes e 6 de tubarão sobrepescados. Entre as espécies mais ameaçadas, temos o cação-anjo, a raia-viola, o mero, o peixe-serra e o surubim. Dentre os estoques de espécies tradicionais sobrepescados em nosso litoral estão a mangona, o tubarão-martelo, a sardinha, o pargo, a cioba, a tainha, a enchova, o namorado, a corvina, a garoupa, o cherne, a pescadinha, os camarões e as lagostas. E esses números só não são maiores devido à histórica falta de verba para pesquisas em nosso País.
A sobrepesca, que é a pesca feita de foma correta e legal, porém acima do limite que uma espécie tem de se auto-repor na natureza, e a pesca descontrolada são problemas graves, porém mais compreensíveis do ponto de vista histórico. Tradicionalmente, a captura do pescado comercial para a nossa própria alimentação vem sendo empreendida há séculos. No entanto, se já não chegou está chegando ao limite de exploração para algumas espécies. Da mesma forma que o homem percebeu, há milênios, que não conseguiria sobreviver somente coletando e caçando o alimento que a natureza lhe dava e, por isso, passou a desenvolver a agricultura e a pecuária, temos que nos conscientizar de que o mar, apesar de seu tamanho, não é um provedor com recursos inesgotáveis.
Os recursos pesqueiros, ao contrário de outros recursos naturais, podem ser perfeitamente renováveis. O correto gerenciamento de seus estoques deve ser visto como importante ferramenta para o desenvolvimento sustentável do País. Nesse sentido, existem alguns instrumentos que já se mostraram eficientes. O defeso, que é a proibição da pesca na época de reprodução (desova) do animal, e a maricultura, que se constitui na produção controlada de espécies marinhas em áreas confinadas, são, não só soluções para a queda na captura de espécies comerciais, como também formas de preservação dos oceanos.
O exemplo da sardinha-verdadeira é bastante elucidativo. Peixe barato nos anos 70 e 80, alimento farto nas mesas menos favorecidas, a média anual da pesca da sardinha era então de 200 mil toneladas (correspondia a 38% dos peixes pescados anualmente no Brasil). A partir da década de 80, teve início uma queda contínua nos totais capturados. Prevendo que a captura estava além dos limites que permitiriam garantir o equilíbrio entre a atividade pesqueira e a conservação da espécie, a legislação brasileira passou a proteger a reprodução da sardinha através do defeso (de novembro a março e de julho a setembro). No ano mais crítico, em 1990, a captura atingiu 32 mil toneladas. Ainda que o defeso tenha contribuindo na recuperação dos estoques, como demonstra a captura da sardinha em 1997, que atingiu cerca de 118 mil toneladas, infelizmente a produção tem oscilado muito e a expectativa média atual é de no máximo 30 a 50 mil toneladas/ano.
O defeso demonstrou assim ser um importante instrumento de ordenamento e conservação, permitindo que a pesca continue a ser exercida de forma sustentável. Se no começo os pescadores comerciais reclamavam da medida, logo depois perceberam a importância do defeso para sua atividade e hoje o defendem com unhas e dentes. As lagostas (de janeiro a abril) e os camarões (de dezembro a fevereiro na região Norte e de março a maio nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul) também têm seus períodos de defeso, mas infelizmente a maioria dos peixes e tubarões, que também precisam de proteção, não têm seus períodos de defeso instituídos por lei. Sem falar, é claro, na proteção ambiental de suas áreas de desova e de berçário.
A noção de pesca predatória que temos hoje, feita de forma incorreta e ilegal, como a pesca com malha fina, arrastão de fundo ou bomba, pode mudar de acordo com os conceitos da sociedade e de seu tempo. O que hoje é legal amanhã pode não ser. O que é ilegal no Brasil pode não ser em Moçambique. Quem não se lembra do romântico arrastão de praia, muito comum até a década de 80 em quase todo o Brasil? Capturava tudo em seu caminho e o que não prestava ao comércio (grande parte) era deixado na areia para apodrecer. Felizmente, foi erradicado através de uma legislação mais rígida. No entanto, de acordo com o Ibama, órgão responsável pela fiscalização e controle das atividades pesqueiras no Brasil, ainda existe uma quantidade considerável de pescadores trabalhando de forma incorreta e, conseqüentemente, predatória. Mesmo sabendo o quão deletéria pode ser a pesca predatória, também podemos de certo modo compreender que muitas vezes o pescador, sem qualquer outra alternativa, é movido pela fome de sua família.
Também não há mal algum em se comer um suculento filé de cação. Aliás, come-se cação ou tubarão (que é a mesma coisa) há centenas de anos. O problema passa a ocorrer quando o filé vem de espécies que hoje encontram-se ameaçadas de extinção no mundo todo, como a mangona e o tubarão-martelo. Mas o que é verdadeiramente um absurdo inadmissível é a "perseguição" de determinadas espécies de tubarão para a extração de partes de seu corpo para obter produtos que são supérfluos e os benefícios apregoados são duvidosos e sem nenhuma base científica comprovada. Movida pela ganância humana, é o pior tipo de pesca predatória.
Atualmente, existem dois grandes objetivos na pesca do tubarão. A cartilagem, transformada em cápsulas que os fabricantes apregoam como anti-tumorais, em analogia ao fato do tubarão ser imune ao câncer, e as nadadeiras (muitas vezes extirpadas do animal ainda vivo, que depois é devolvido ao mar para afundar e apodrecer), utilizadas para fazer sopa de barbatana de tubarão, tida como afrodisíaca e símbolo de status na China. Algo semelhante às inúmeras aberrações predatórias e criminosas que vemos ao redor do mundo, especialmente no Oriente, como a "crença" de que partes de animais, como o tigre e o urso, podem curar doenças. Não se pode ameaçar a existência de uma espécie animal ou vegetal em prol da "suposta" melhoria de nossa saúde. Ainda mais dispondo da tecnologia que temos hoje, capaz de produzir artificialmente as substâncias comprovadamete benéficas.
Mas será que por reputarem uma irreal imagem de "devoradores de homens" os tubarões não merecem também ser preservados, como os golfinhos e tartarugas? Atualmente, cerca de 100 milhões de tubarões são capturados e mortos a cada ano em todos os mares. Isso representa uma monumental ameaça à sobrevivência dos tubarões e está levando muitas populações de tubarões ao declínio vertiginoso. Cerca de 43% das espécies do litoral brasileiro já estão nas listas de espécies ameaçadas de extinção. Nesse ritmo de consumo insustentável, algumas espécies serão extintas nos próximos anos. Deixar de ver os tubarões como feras assassinas e ter a consciência de que eles exercem um papel crucial na manutenção da saúde e equilíbrio dos ecossistemas marinhos é um importante passo para uma mudança de atitude.
O movimento pela culinária responsável, lançado pelo Restaurante Carlota, é um claro exemplo dessa mudança de atitude. Devemos entender que muitos dos antigos hábitos de consumo não cabem mais nos tempos atuais. O planeta mudou. O clima mudou. O mundo mudou. Será que você ainda não percebeu? Ou só perceberá quando as sérias conseqüências dos desequilíbrios nos oceanos baterem à sua porta?
Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA)
Instituto Ecológico Aqualung
Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ. 22210-010
Tels: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030
Fax: (21) 2556-6006 ou 2556-6021
E-mail: instaqua@uol.com.br
Site: http://www.institutoaqualung.

