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7 de maio de 2009

Gripe Suína: 4 casos confirmados no Brasil


Do G1

Anúncio foi feito em Brasília pelo ministro José Gomes Temporão.
Até as 9h30, havia 24 casos suspeitos sendo acompanhados no país.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou no início da noite desta quinta-feira (7) que há quatro casos de influenza A no Brasil. São os primeiros registros confirmados da nova gripe no país.

Os quatro casos confirmados são de brasileiros adultos jovens –todos teriam contraído a doença no exterior. Dois casos são de São Paulo, um do Rio de Janeiro e outro de Minas Gerais.

Três dos casos confirmados são de pessoas que estiveram recentemente no México; o outro, é de uma pessoa que esteve no Estados Unidos. Temporão disse que todos passam bem.

Um dos casos de São Paulo é de um jovem que esteve no México entre os dias 17 e 22 de abril e manifestou os sintomas da nova gripe no dia 24. Segundo Temporão, ele ficou internado entre 29 de abril e 4 de maio e não corre mais o risco de infectar outras pessoas, pois já passou o maior período de transmissibilidade do vírus, que é de dez dias.

O outro caso de São Paulo é de um paciente que chegou da Flórida, nos Estados Unidos, no dia 28 de abril. Começou a manifestar os sintomas no dia seguinte, mas não foi internado porque, de acordo com a OMS, a Flórida não era considerada área afetada pelo Influenza A. Mesmo assim, após a suspeita, ele foi mantido em isolamento domiciliar e, segundo o ministério, nenhum de seus familiares manifestou sintomas da doença.

O caso confirmado de Minas Gerais é de um paciente que esteve no México entre 22 e 27 de abril e manifestou os sintomas ainda no exterior, no dia 26. Segundo o ministro, ele foi internado tão logo desembarcou no Brasil e permaneceu em isolamento domiciliar até 6 de maio. Também não corre o risco de infectar outras pessoas.

Já o quarto confirmado é um paciente do Rio de Janeiro que esteve no México e retornou ao Brasil no dia 3 de maio. Ele apresentou os sintomas ainda no exterior, no dia 2, e está internado desde o dia 5. Esse está em uma fase da doença em que ainda pode transmitir o vírus.

Questionado se há a necessidade do uso de máscaras após a confirmação dos primeiros casos no país, Temporão descartou a hipótese. "Não existe o menor sentido, se o vírus não está circulando. É momento de confiar nas autoridades, na saúde pública brasileira", afirmou.

Segundo ele, o Brasil está preparado para tratar até 12,5 mil pacientes e tem condições de produzir medicamento para o tratamento de até 9 milhões de pessoas, caso necessário.
 
Vigilância atenta

Segundo o ministro, o anúncio dos casos "confirmados laboratorialmente" mostram que os “sistemas de vigilância e monitoramento estão funcionando”. “Não há evidências, por enquanto, de que o vírus tenha atingido outras pessoas. Ou seja, o vírus não circula no Brasil”, disse Temporão.

Temporão afirmou ainda que a situação está sob controle, pelo fato de nenhum caso ter sido até então contraído em território brasileiro. "Desde o alerta da OMS, feito no dia 25 de abril, o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, vem mantendo total transparência sobre o assunto", declarou.

Ele lembrou que na quarta (6), o país recebeu os kits que permitem detectar se o paciente tem ou não o vírus H1N1. Segundo ele, os três laboratórios referência do Brasil haviam pedido prazo de 72 horas para confirmar possíveis casos. No entanto, "como tiveram tempo para fazer todos os preparativos de forma antecipada, os primeiros resultados saíram mais rapidos que o previstos". 


Casos suspeitos 

Segundo o Ministério da Saúde, até as 9h30 desta quinta-feira havia 24 casos suspeitos sendo acompanhados no país. Mais cedo, o ministério havia anunciado 21 casos, mas as informações foram corrigidas no final da tarde. Os demais números (em monitoramento e descartados) não sofreram alteração.

Em oito estados há casos sendo monitorados. O ministério já descartou 110 notificações como possíveis casos de influenza A. 


No mesmo link:

28 de abril de 2009

GRIPE SUÍNA - INFLUENZA SUÍNA


(Foi assim que tudo começou...)*


1. O que é influenza suína e como é transmitida?
É uma doença respiratória aguda altamente contagiosa que normalmente acomete porcos, porém recentemente sofreu mutações e passou a ser transmitida de pessoa a pessoa.
Assim como a gripe comum, a influenza suína é transmitida, principalmente, por meio de tosse, espirro e de secreções respiratórias de pessoas infectadas.

2. Há casos de Influenza Suína no Brasil?
Até o momento, não há evidências da circulação do vírus da influenza suína em humanos no Brasil.

3. Quais os sintomas de casos suspeitos de Influenza Suína?
Pessoas procedentes do México e de áreas afetadas dos Estados Unidos e Canadá, nos últimos 10 dias, devem ficar alerta para os principais sintomas: - febre alta repentina (superior a 38ºC) acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações.

4. O que o viajante de voos internacionais deve fazer se apresentar os sintomas?
Devem procurar a unidade de saúde mais próxima. Se estiverem nos aeroportos, procurar o posto da Anvisa. Não devem tomar medicamentos sem a indicação médica.

5. Quais recomendações do Ministério da Saúde para os viajantes internacionais?
a) Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:
• Usar máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência nas áreas afetadas. Substituir sempre que necessário.
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.
• Evitar locais com aglomeração de pessoas.
• Evitar o contato direto com pessoas doentes.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
• Lavar as mãos freqüentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir ou espirrar.
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países.
• Não usar medicamentos sem orientação médica.

Atenção! Todos os viajantes devem ficar atentos também às medidas preventivas recomendadas pelas autoridades nacionais das áreas afetadas.

b) Aos viajantes que estão voltando de áreas afetadas:
Viajantes (que estiveram em áreas afetadas nos últimos 10 dias), procedentes nos últimos 10 dias, do México ou das áreas afetadas dos EUA e do Canadá e que apresentem o seguinte quadro clínico: febre alta repentina, superior a 38ºC, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, devem:
• Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.
• Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.

6.Quais as medidas que estão sendo tomadas?
Todas as Secretarias Estaduais de Saúde foram acionadas para intensificar o processo de monitoramento e detecção oportuna de casos suspeitos de doenças respiratórias agudas.
O Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde possuem um Plano de preparação para enfrentamento de pandemia, o qual estabelece as diretrizes e as ações dos governos para enfrentar essas emergências de saúde pública.
Durante o vôo, todos os passageiros que desembarcam no Brasil devem preencher, obrigatoriamente, a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA), este documento é retido pela ANVISA e atua como fonte de informações para eventual busca de contatos se for detectado caso suspeito na mesma aeronave.
Todas as providências estão sendo adotadas para que as tripulações das aeronaves orientem os passageiros, ainda durante o vôo, sobre sinais e sintomas da influenza suína. Adicionalmente, a tripulação solicitará que passageiros com esses sintomas se identifiquem à tripulação.
Ao desembarcar, os viajantes procedentes das áreas afetadas, receberão folder educativo com informações, em português, inglês e espanhol, sobre os sinais e sintomas, medidas de proteção e higiene e orientações para procurar assistência médica. Complementarmente, a Infraero veiculará, nesses aeroportos, informe sonoro.

7. Há uma vacina que possa proteger a população humana contra essa doença?
Não existe vacina contra esse novo subtipo de vírus de influenza suína, responsável por essa Emergência de Saúde Pública.

8. Há tratamento para Influenza Suína no Brasil?
Sim. Serão indicados pelo profissional de saúde após a confirmação do diagnóstico laboratorial. Não é indicado tomar medicamento sem indicação médica.

9. É seguro comer carne de porco e produtos derivados?
Sim. Segundo o Ministério da Agricultura, não há registro de transmissão da influenza suína para pessoas por meio da ingestão de carne de porco. O vírus da influenza suína não resiste a altas temperaturas (70ºC).

10. Mais informações:
Ministério da Saúde

No site da Organização Mundial da Saúde (em inglês)

No site da Organização Pan-americana de Saúde (em espanhol)


Mais:



* Imagem ilustrativa que circula há anos na internet e hoje retornou em diversos sites ilustrando com humor o caso da Gripe Suína.

Mais humor
por Mari