18 de agosto de 2009

Curso de licenciamento ambiental terá participação de 64 municípios

Do Diário do Vale

Rio

Pelo menos 183 gestores públicos de 64 municípios participarão do curso de licenciamento ambiental com foco em Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) e aterros sanitários. A informação é da assessoria de comunicação da secretaria de Meio Ambiente. A solenidade de abertura, que será nesta quarta-feira (19), às 9h30, na Uerj, terá as presenças da secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, do presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Luiz Firmino Martins Pereira, da presidente da Anamma/RJ (Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente), Kátia Perobelli, do presidente da Aemerj (Associação Estadual de Municípios), Vicente Guedes, entre outras autoridades.

O curso é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente em continuidade às ações do Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais (PNC), desenvolvida no Estado do Rio pela Secretaria Estadual do Ambiente, Inea, Anamma e Aemerj.

- A capacitação de gestores municipais e estaduais para atuar no licenciamento de ETEs e aterros sanitários é de suma importância, especialmente no momento atual em que o Governo do Estado vem ampliando as construções de aterros sanitários e sistemas de tratamento de esgoto. Apesar do licenciamento desses empreendimentos ser da responsabilidade do estado, os gestores municipais serão capacitados para poder acompanhar e apoiar o bom andamento das obras nos municípios, permitindo resultados mais eficazes em sua operação - explicou Marilene, acrescentando que, no caso das ETEs, algumas prefeituras já são conveniadas para licenciar empreendimentos de pequeno porte.

O curso de licenciamento recebeu inscrições de gestores de 64 municípios e das nove Superintendências Regionais do Inea, além de seu escritório avançado de Pádua, totalizando 183 inscritos. O curso incluirá módulo à distância e outros presenciais. As aulas à distância, que serão acompanhados por tutores da SEA e do Inea, serão realizadas de 20 de agosto a 20 de setembro. Já o módulo presencial acontecerá no período de 15 de outubro a 15 de novembro.

15 de agosto de 2009

O impacto ambiental da corrupção


por Felipe Amaral *

Esta semana tem muita coisa para falar e escrever. Uma reviravolta política acelerou o processo de queda e declínio da atual gestão pública no Rio Grande do Sul. O MPF denunciou a alta cúpula do governo Yeda por improbidade administrativa, fraude em licitações, corrupção e formação de quadrilha. Foi, na realidade, a maior ofensiva aos cofres públicos que se têm notícias nestes pampas. Um “jeito novo de roubar”.

Na esteira dos acontecimentos e fatos, a blindagem na Assembléia Legislativa começou a ser construída, numa tentativa dos governistas ficarem com a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e conduzir os trabalhos de forma branda, minimizando acontecimentos e dando um tom de “denuncismo”. Uma estratégia velha.

Já havia me manifestado aqui sobre o impacto ambiental da corrupção, quando publiquei as denúncias feitas na época pelo professor Eduardo Lanna, que alertavam para irregularidades nos processos de licenciamento de barragens para irrigação na região central do estado. Bom, na verdade não era somente o licenciamento que estava irregular, prejuízo para o meio ambiente. Mas as licitações também estavam com irregularidades e vícios, com informação privilegiada para as empresas que ganharam a licitação. Prejuízo para os cofres públicos.

Mas é importante destacar que a corrupção não está somente aqui no RS; ela é a propulsora da devastação ambiental em todos os cantos do país. Com o selo do PAC, empreiteiros e construtoras deitam e rolam. Numa conjuntura de “newesquerdismoliberal”, o Executivo federal faz vistas grossas para tudo e todos que podem de alguma forma atrapalhar os planos políticos de Lulla e Dilma “Rumsfeld”, fazendo uma analogia ao senhor da guerra e Secretário de Defesa norte-americano no governo George Bush – Thomas Rumsfeld.

Algumas semanas atrás, Lula fez um eufórico discurso para empresários da construção pesada, infra-estrutura. Em meio a piadas e ditos populares, o ex-metarlúrgico ressaltou seu comprometimento em garantir as obras necessárias, e que o Tribunal de Contas da União e a legislação ambiental, dentre outros instrumentos de controle, são um mal quem deve ser resolvidos. Não poderíamos esperar outra fala; Lula está em campanha de arrecadação de fundos para campanha eleitoral de Dilma “Rumsfeld”. E empreiteiros devem ser estimulados e incentivados a colaborar, tendo alguma segurança, algumas garantias.

Aqui no RS, mais um secretário do Meio Ambiente sai do cargo; é um total descontrole e desgoverno. Explicita a forma como o atual governo trata as questões ambientais: “um lobo cuidando de galinhas”. O senhor Berfran Rosado voltou para a Assembléia Legislativa, onde era o líder da Bancada da Celulose. Agora não sabemos se ele é um rato, aquele que é o primeiro a deixar o barco quando começa a afundar, ou se é somente mais um mais tucano PPS, que vai exercer uma blindagem e obstruir a CPI. Ambos os casos não nos servem, é o tipo de político que deveria ser banido do poder pelas urnas.

Em Brasília, segue a ofensiva contra a legislação ambiental através da edição de medidas provisórias e projetos de lei, sempre acompanhados de uma série de emendas parlamentares. Recente reportagem publicada pelo sítio Congresso em Foco revela que as forças contrárias aos ambientalistas têm somado vitórias importantes. A pesquisa aponta os quatro setores responsáveis pelas mudanças mais agressivas contra a legislação: o agronegócio, a mineração, o setor de infra-estrutura e energia elétrica.

A classe política nacional é despreparada e míope às demandas sociais e necessidades do século XXI. A mentalidade colonial, retrógrada e conservadora de grande parte dos políticos coloca em risco as futuras gerações. O entendimento de que a questão ambiental é a pauta principal da geopolítica mundial, e que países como o Brasil podem fazer a diferença no paradigma da sustentabilidade global, é demasiado novo e complexo para aqueles que somente buscam votos e a manutenção do poder.

* Felipe Amaral é ecólogo e integrante do Instituto Biofilia.

Fontes: Agência Chasque e ONG CEA

13 de agosto de 2009

População tem falta de informação e de interesse por saneamento básico


Do SPTV


Os pesquisadores ouviram moradores de todos ods municípios com mais de 300 mil habitantes.

Apesar de sentir na pele as consequências da falta de saneamento básico, grande parte da população não tem muitas informações ou mesmo interesse pelo assunto.

Não sabe, por exemplo, qual a relação de córregos sujos e esgotos a céu aberto com a saúde e o meio ambiente. Essas constatações fazem parte de uma pesquisa do Ibope Inteligência divulgada hoje.

Na região metropolitana de São Paulo, 27% dos entrevistados disseram não saber o que é saneamento básico.

Quase metade (48%) acredita que todo o esgoto coletado na região vai direto para os rios. Outros 23% não souberam responder qual o destino do esgoto.

Quarenta e cinco por cento afirmaram que não querem pagar pelo serviço de coleta e tratamento e 83% declararam que não costumam fazer algum tipo de cobrança ou reivindicação para que o serviço de esgoto melhore.

“É um número alto e ele deve ser visto da seguinte forma: como uma informação fundamental para quem pretende dialogar com esse público, discutir políticas públicas, discutir mobilização social em torno desse tema”, diz Hélio Gastaldi, diretor de planejamento do Ibope Inteligência.

Para fazer a pesquisa o Ibope ouviu 1.008 pessoas entre os dias 21 e 29 de junho.

R$ 14 milhões para recuperação do Rio Paraíba do Sul

CEIVAP destina R$ 14 milhões da cobrança pelo uso da água para recuperação do Rio Paraíba do Sul


Prazo de inscrição vai até 23 de setembro


O
Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul - CEIVAP informa que estão abertas as inscrições de novas propostas de ações e intervenções que visem à recuperação e proteção das águas da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, para financiamento com recursos da cobrança pelo uso da água.

Os integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, usuários de recursos hídricos e entidades da sociedade civil organizada que atuam na bacia interessados devem apresentar seus projetos até 23 de setembro de 2009, respeitando as normas e os requisitos necessários definidos pelo
Manual de Investimento 2009.

Para ter acesso ao documento, faz-se necessário acessar o site
http://ceivap.org.br/downloads/delib/Delib115-2009 Anexo Manual 2009 revisado.pdf

Via @MauricioBonas, No Twitter.

11 de agosto de 2009

Inea aplica multa de R$ 5 milhões a CSN - Secretária diz que CSN está despreparada para acidentes

Outra multa diária de R$ 50 mil será acrescida se a empresa não solucionar o problema
Do Jornal
A Voz da Cidade


Foto: Filipe Carneiro

VOLTA REDONDA
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi multada em R$ 5 milhões ontem, pelo Conselho Diretor do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A multa é decorrente do vazamento de óleo proveniente da área carboquímica da usina, na semana passada, no Rio Paraíba do Sul. Segundo a assessoria do Inea, enquanto a empresa não solucionar o problema receberá multa diária no valor de R$ 50 mil.

A assessoria do Inea informou que as punições foram estabelecidas com base no artigo 96 da Lei 3.467/00, “que dispõe sobre as sanções derivadas de condutas lesivas ao meio ambiente”.

Na primeira vez que esteve em Volta Redonda, no dia 4, a secretária de Estado do Ambiente, Marilene Ramos, declarou que a multa poderia chegar a R$ 50 milhões, dependendo do estudo mais detalhado sobre os danos provocados ao meio ambiente.

O vazamento do óleo foi detectado pela CSN na noite de domingo, dia 2, e no dia seguinte a mancha voltou a aparecer. Na tarde do dia 3, segundo a secretária, o fato foi denunciado ao Serviço de Operações de Emergência Ambiental do Inea por moradores do bairro Aterrado. Logo depois as inspeções foram realizadas.

Segundo informações, esse primeiro vazamento só foi contido na madrugada de terça-feira. Na quarta-feira, o Inea realizou análises no rio e constatou a presença de benzo (a)pireno e o benzo antraceno nas amostras de água do Paraíba do Sul.

No dia 4, a assessoria da CSN havia comunicado que o vazamento de óleo na usina havia sido estancado e que a empresa reforçou as ações de contenção com barreiras adicionais às já instaladas de forma preventiva e permanente. Essas novas barreiras foram colocadas e mantidas no Rio Paraíba do Sul na altura do emissário principal da usina para impedir que o óleo remanescente se espalhasse pelo rio. A assessoria ainda disse que o resultado das primeiras análises da qualidade de água em diversos pontos do Paraíba não mostrou alteração da qualidade e nenhuma concentração significativa de compostos orgânicos voláteis (VOC), compostos orgânicos semivoláteis (SVOC) e hidrocarboneto de petróleo total (TPH).

OUTRO VAZAMENTO

Na tarde de quinta-feira, um novo vazamento no mesmo local foi detectado, o que fez com que o Inea, por determinação da secretária Marilene Ramos, interditasse a unidade carboquímica da empresa. A secretária disse na época que esse novo acidente demonstrava que a empresa ainda não tinha o controle da situação.

A assessoria da CSN, em nota, disse que foram instaladas nesse dia novas barreiras de contenção no rio, em pontos à frente do emissário principal da empresa. Essa medida tinha o objetivo de conter novos vazamentos dos resíduos, porém foi constatada uma pequena fuga de óleo das barreiras.

Sexta-feira, a secretária Marilene Ramos esteve novamente em Volta Redonda, desta vez junto com o presidente do Inea, Luiz Firmino Martins Pereira. Ela determinou que a CSN contratasse uma empresa de auditoria ambiental para averiguar as causas do vazamento. Ontem, a assessoria do Inea informou que esse trabalho também será acompanhado por um perito a ser contratado pelo Inea.

Sexta-feira, a secretária havia mencionado a possibilidade da empresa receber multa diária. Marilene mencionou alguns problemas vistos durante inspeção na empresa e voltou a reafirmar que a CSN não estaria no controle da situação.

Ainda na sexta-feira, a assessoria da CSN disse, sobre a interdição da área de carboquímica, que iria seguir as determinações dos órgãos ambientais além de elaborar uma estratégia para viabilizar a interdição.

Sobre a multa aplicada, além das diárias estabelecidas, a assessoria da CSN revelou que a empresa ainda não tinha sido notificada e por isso não iria comentar o fato. Essa será a segunda multa concedida à empresa em um espaço curto de tempo. Há pouco mais de 30 dias a usina foi multada em R$ 450 mil por poluir o ar de Volta Redonda com material particulado (carvão principalmente, CO e CO2), proveniente do Alto Forno 3.


Do Foco Regional
edição 430 - 10/08:
Secretária diz que CSN está despreparada para acidentes
Secretária critica duramente a CSN por acidente: ‘Encontramos até técnicos despreparados’


Notícias da Reunião de ontem sobre Poluição no Rio Paraíba

Caso Rio Paraíba do SUL: MEP pedirá orientações ao MPF

Em encontro realizado, ontem, dia 10, na sede do MEP, em Volta Redonda, com a presença de 16 pessoas, entre conselheiros do Movimento e convidados, os presentes debateram exaustivamente duas questões – Rio Paraíba do Sul e as Obras do PAC em Volta Redonda. O Prof. Luiz Henrique de Castro, coordenador geral do MEP foi enfático – "há necessidade de se tomar atitudes para se frear as agressões ao Rio Paraíba, e a nossa cidadania”, falou se reportando também ao caso do endosulfan. Após ampla discussão os presentes definiram:

Caso Rio Paraíba – Uma Comissão do MEP, irá na quinta feira, dia 13, ás 15h no Ministério Público Federal, na Vila, entregar um pequeno Dossiê com o histórico recente das últimas agressões ao Rio Paraíba do Sul, bem como solicitar ações enérgicas juntos aos agentes industriais poluidores para que não se limitem a apenas ao pagamento de multas diante dos desastres ambientais provocados por eles. Zezinho, secretário do MEP, questionou – qual a garantia de que produtos tão nocivos à vida, como endossulfam e o Benzo(A)Pireno já não estejam agindo, comprometendo a saúde de gerações futura?

Obras do PAC em VR – Dada a importância das obras no tocante as questões ambientais, e também pelo fato de ter sido reduzida em 50% das atividades previstas, uma outra Equipe do MEP visitará as obras dos bairros São Luiz e São Sebastião , na quinta, dia 18, ás 14h. O grupo será assessorado por técnicos ligados ao MEP. Segundo Marcio Cesar da Silva, o Coordenador Ambiental do MEP- a idéia é fazer um levantamento detalhado da situação do PAC em Volta Redonda.

O MEP vai participar do Encontro a situação do Rio Paraíba, programado para o dia 25/08, na Cúria Diocesana, em Volta Redonda.

Secretaria do MEP
mepvoltaredonda@yahoo.com.br
24 9261 3921

8 de agosto de 2009

REUNIÃO - 10/08 - 19h - VAZAMENTO DE ÓLEO DA CSN


Gostariamos da participação sua e desta turma amiga da vida


O prof. Luiz Henrique, coordenador do MEP convoca todos/as conselheiros do Movimento para reunião ordinária do MEP, na segunda, dia 10/8, ás 19h, na Sede do MEP, e Niterói-VR. Na pauta o novo desastre ecológico envolvendo a CSN. O encontro contará com a presença de um especialista em questões ambientais.

Sede Provisória: Rua São João Batista, 23,
Niterói,
Volta Redonda, RJ
(Salão da Igreja Santo Antônio)

7 de agosto de 2009

RJ: Faxina nas ilhas de Angra dos Reis

O site do Deputado José Carlos Aleluia reproduz na íntegra a reportagem da Revista Veja desta semana.

Faxina das ilhas de Angra

O mais badalado balneário do Brasil é alvo de uma megaoperação ambiental. Mais de 150 processos de licenciamento estão sendo revistos – e as multas são salgadas como o mar

Marcelo Bortoloti

Fotos Oscar Cabral e Divulgação
MAQUIAGEM NATURAL
Do barco, a mata da Ilha da Cavala parece exuberante; do helicóptero, porém, o cenário é de devastação

Vista do mar, a Ilha da Cavala, na baía de Angra dos Reis, no litoral fluminense, parece um pedaço intocado de Mata Atlântica. Mas há um ano, sobrevoando a região de helicóptero, fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) descobriram que, em seu miolo, a floresta dera lugar a uma mansão de 1 800 metros quadrados. Ela pertence ao empresário Antônio Cláudio Brandão, um dos sócios da rede Localiza, e foi construída sem licença ambiental. Multado em 1 milhão de reais, Brandão recorreu, mas a obra, praticamente concluída, está embargada. Outras duas multas, no valor total de 850.000 reais, couberam ao empresário paulista Rolf Baumgart, dono do Shopping Center Norte e da indústria química Vedacit. Ele foi autuado por construir uma casa sobre um costão rochoso, com píer e heliponto, na Ilha das Palmeiras. O Ibama determinou a paralisação da obra, mas não foi atendido. A Polícia Federal, então, prendeu os pedreiros (pois é, sobrou para os coitados) e apreendeu um minitrator e três barcos que transportavam material de construção. Esses são apenas os dois casos mais ruidosos de devastação promovida por gente graúda em Angra dos Reis, cujas ilhas chegam a ser negociadas por até 18 milhões de reais. Desde 2007, o Ibama aplicou dezessete autos de infração a proprietários de mansões da região. O Ministério Público abriu catorze processos para demolição e a prefeitura de Angra dos Reis diz ter outros setenta em andamento. Para completar, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), criado neste ano para cuidar das licenças
ambientais no Rio de Janeiro, está revendo 164 processos de licenciamento.

Fotos Oscar Cabral e Raul Junior
NA JUSTIÇA
Luciano Huck e sua casa em Angra dos Reis: acusado de dragagem ilegal, para fazer uma praia artificial

A baía de Angra dos Reis abriga em suas águas verde-esmeralda 365 ilhas, das quais 150 são habitáveis. Na década de 70, embora o lugar já atraísse famosos, como o cirurgião plástico Ivo Pitanguy, havia apenas uma aldeia de pescadores debruçada sobre o mar. Com a inauguração da Estrada Rio-Santos, a ocupação desse paraíso explodiu – e, agora, a investida dos órgãos de fiscalização e controle ambiental revelou um emaranhado legal. No início, como as ilhas são patrimônio da União, comprava-se o direito de posse adquirido pelos pescadores e construía-se nelas o que se quisesse. Não havia legislação específica a respeito. Embora o Código Florestal, de 1965, a Política Nacional do Meio Ambiente, de 1981, e o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, de 1988, já falassem na preservação da área, os órgãos ambientais entendiam – ou fingiam entender – que a restrição se referia apenas à ocupação industrial. Em 1994, finalmente, o governo estadual regulamentou uma lei que transformava as ilhas em Área de Proteção Ambiental. Ela identificava locais onde não se podia mais construir e proibia a ampliação das casas já existentes em mais de 50% do tamanho da construção original.

Tudo bonito no papel. Na realidade, a oportuna falta de funcionários que deveriam fazer a lei ser cumprida, somada à corrupção endêmica dos poucos fiscais existentes, permitiu que muitos ricaços continuassem a desmatar. O cerco apertou há apenas três anos. Em 2006, 25 funcionários do Ibama foram presos pela Polícia Federal por fraude na fiscalização. Em 2007, mais dezenove pessoas foram presas, incluindo funcionários da prefeitura de Angra dos Reis e do governo estadual, envolvidos num esquema de venda de licenças. Enquanto vários proprietários ainda insistem em burlar a lei, outros tentam regularizar situações não raro herdadas dos antigos donos. Certos casos exigirão bom senso por parte das autoridades.

"Se o problema é somente a falta da licença ambiental, fica mais fácil resolver. Mas há casas já construídas que não podem ser licenciadas, seja porque foram feitas em locais que passaram a ser proibidos, seja porque têm dimensões não mais sancionadas pela lei. Estamos estudando que solução dar a essas situações", diz Júlio Avelar, superintendente do Inea na região. O apresentador da Rede Globo Luciano Huck foi acionado pelo fato de sua mansão, na Ilha das Palmeiras, ter sido erguida sobre o espelho-d’água e as rochas, o que é proibido. Huck recorreu à Justiça e ganhou, com a justificativa de que a casa original fora construída em 1971, antes da entrada em vigor da legislação atual, e ele apenas a reformara. Ele enfrenta, contudo, outro processo: foi acusado de executar uma dragagem para construção de praia artificial sem licença para tanto. "Não estou preocupado. Mas acho importante que o poder público deixe as regras mais claras", diz Huck. Seria mesmo ótimo que tudo, além da água do mar, fosse cristalino em Angra dos Reis.


Secretária acha que CSN “esconde alguma coisa” sobre vazamento de óleo no Rio Paraíba

Cristiane Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Um novo vazamento de óleo da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, no sul do estado do Rio de Janeiro, voltou a atingir o Rio Paraíba do Sul, que abastece cerca de 85% da população fluminense. Por causa do acidente, a secretária do Ambiente do estado, Marilene Ramos, determinou a interdição da unidade Carboquímica da companhia. A unidade é responsável pelo tratamento dos gases tóxicos do coque, o combustível que abastece o alto-forno da siderúrgica, para evitar que eles se dispersem na atmosfera.

Na manhã de hoje (7) , a secretária Marilene Ramos seguiu para Volta Redonda a fim de inspecionar a usina e avaliar as medidas que estão sendo tomadas para identificar e conter o vazamento do óleo, que começou no último domingo (2). Segundo Marilene, ao contrário do que aconteceu no início da semana, quando o acidente foi comunicado pela população, desta vez a informação do vazamento partiu da própria companhia.

“De toda forma, achamos que a empresa está escondendo alguma coisa, porque ela está tendo uma atitude pouco cooperativa. Para nós a CSN não está tendo total transparência sobre o que de fato está acontecendo lá dentro, por isso decidimos ir pessoalmente fazer a verificação”, disse Marilene, que foi a Volta Redonda acompanhada do presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino.

Técnicos do Inea estão desde terça-feira (4) na CSN monitorando a mancha de óleo que se formou no Rio Paraíba do Sul. Até o momento, segundo eles, a qualidade da água do rio não foi comprometida, por isso não há necessidade de suspender a captação para o abastecimento público.

A secretária Marilene Ramos acrescentou que os peixes também estão sendo monitorados, mas, segundo ela, as primeiras análises do pescado indicam que o produto que está vazando não apresenta toxicidade imediata e nem provoca morte instantânea dos peixes, como ocorreu com o Endosulfan, que vazou no Rio Paraíba do Sul no ano passado.

A CSN divulgou nota informando que o novo vazamento de óleo ocorreu nas barreiras de contenção instaladas no emissário principal da unidade carboquímica para conter o vazamento registrado no início da semana. Segundo a nota, a CSN instalou novas barreiras para evitar a propagação do óleo.

Quanto à interdição da unidade Carboquímica, a companhia informou que acredita que a medida será revista pelas autoridades ambientais nas próximas horas para evitar prejuízos ao funcionamento da siderúrgica.

5 de agosto de 2009

Vazamento de óleo em Volta Redonda, RJ - Mais Notícias


A secretária do Ambiente do estado, Marilene Ramos, admitiu na terça-feira (4) que as atividades industriais da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) poderiam ser interrompidas ainda nesta terça-feira se a empresa não apresentasse uma solução definitiva para o problema do vazamento de óleo no Rio Paraíba do Sul, ocorrido domingo (2).

De acordo com Marilene, ainda não se sabe qual foi o volume vazado, em que produto está sendo lançado, de forma intermitente no rio, responsável pelo abastecimento de 85% da população da região metropolitana do Rio de Janeiro, abre duas questões muito graves. "Primeiro, o fato de a empresa não ter comunicado (o fato) à Superintendência Regional do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), em Volta Redonda, no momento que detectou o vazamento".

A segunda questão, disse a secretária, é como a CSN, que já passou por um processo de melhorias ambientais, ao deparar com uma situação como essa, não consegue rapidamente detectar e controlar um vazamento como esse.

Marilene informou que, na primeira avaliação, constatou-se que o óleo vazado não é tóxico de imediato, mas ressaltou que ainda é preciso aguardar o resultado das análises da própria água, que deve ser liberado no final do dia de hoje.

Segundo nota divulgada no site do governo do estado, técnicos da Secretaria do Ambiente estão na CSN desde segunda-feira (3). trabalhando junto com funcionários da companhia. Já foi constatado que se trata de um vazamento intermitente de uma unidade carboquímica da siderúrgica.

De manhã a CSN divulgou nota informando que o vazamento de óleo da Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, foi estancado nesta madrugada de hoje e está sob controle. A nota diz ainda que foram reforçadas as ações de contenção, com a instalação no rio de barreiras adicionais às barreiras permanentes. Elas foram colocadas na altura do emissário principal da usina, para impedir que o óleo ainda remanescente escoe para o rio.

Produtores rurais da região disseram que o produto, de aparência esbranquiçada, começou a vazar domingo e atingiu o Rio Paraíba do Sul, em Volta Redonda, que abastece de água o estado do Rio de Janeiro.

(Fonte: Cristiane Ribeiro/Agência Brasil)


“Só o acidente já geraria uma multa, mas o valor da multa vai ser agravado pelo fato da empresa não ter tido a iniciativa de nos informar imediatamente”, disse a secretária. Pela legislação, a multa pode variar de R$ 1 mil a R$ 50 milhões.

4 de agosto de 2009

Derramamento de óleo no Rio Paraíba do Sul em Volta Redonda, RJ

Vazamento de tubulação da CSN provoca derramamento de óleo no Rio Paraíba do Sul

Vitor Abdala
No Rio de Janeiro

Um vazamento de óleo de uma tubulação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi detectado hoje (3) pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O óleo está vazando diretamente para o Rio Paraíba do Sul, no sul fluminense.

De acordo com o Inea, a captação de água do rio, por enquanto, está mantida, já que não há sinais de contaminação grave.Uma equipe de técnicos da Gerência de Qualidade da Água do Instituto será deslocada amanhã (4) pela manhã para o local do vazamento para avaliar a extensão dos danos ambientais.

Ainda segundo o Inea, a CSN será multada por não ter avisado de imediato as autoridades ambientais sobre o acidente.

Esta é a segunda vez, em pouco mais de um mês, que a CSN se envolve com problemas ambientais. No fim de junho, uma espessa nuvem de fuligem de carvão cobriu grande parte da cidade de Volta Redonda, na região centro-sul do estado. A poluição foi causada por um problema no altoforno 3 da Usina Presidente Vargas.

A CSN divulgou, por meio de nota, que o vazamento da fuligem de carvão foi devido a "uma sobrepressão no topo do altoforno 3", provocando a abertura das válvulas de alívio, deixando escapar o material poluente por dois minutos e dezenove segundos. Naquela ocasião, o Inea autuou a empresa pela poluição causada à atmosfera.

Fonte:
UOL Noticías Cotidiano
2 de agosto de 2009

Quantos "erres" você trabalha?

Do blog: Biosfera MS


Lendo o texto
"Três erres" e mais alguns devemos parar e pensar: Como eu tenho abordado o tema Lixo nas minhas aulas? Como tem sido meus projetos? Focados no último R que é da Reciclagem? Ou eu realmente levo meus alunos a repensar suas atitudes diárias para diminuir o lixo?


Quantos e quais são os "erres" que devo trabalhar?

Se você pesquisar, a maioria dos textos versam sobre 03 erres, mas encontramos alguns autores que defendem mais erres, comoLeonardo Boff que fala dos 04 erres e ainda outros que discutem os 05 erres. O mais importante é não focar a abordagem das aulas e projeto no lixo e sim nos nossos hábitos diários que geram lixo.


Cabe aqui falar também da importância dessa discussão desde a educação infantil, como mostra este blog sobre os Cinco Erres, e mais ainda que o assunto não seja trabalhado apenas nas disciplinas de Ciências e Biologia e sim que seja abordada perpassadando todas as disciplinas como diz a Lei da Educação Ambiental:

Art. 2° A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal.


Cuidado também na conceituação de alguns termos. Tenho visto projetos que na escrita diz que trabalhou com reciclagem, mas quando você observa as atividades desenvolvidas, na verdade, foi trabalhado a reutilização de materiais diminuindo assim os resíduos que iriam para o Lixo. Além dos erros nas conceituações, ao trabalhar com o tema lixo, não podemos abordar dissociados os "erres", pois os mesmos se encontram intrísecos nos hábitos cotidianos, sendo assim necessário elaborar atividades onde o estudante possa verificar a necessidade da mudança de atitudes em seu dia-a-dia.


Atividades pontuais, como desfiles com roupas "recicladas" (de novo reafirmo o udo indevido do termo, sendo o certo roupas com materiais "reutilizados"), servem para talvez tentar sensibilizar as pessoas no momento, mas devemos tomar cuidado para que o objetivo não se perca, e estas tornem-se apenas um desfile, um evento e nada mais.

O que você acha de atitudes como estas?

-
Três erres: tênis é reaproveitado por designer
-
Reutilização de skates usados
- Publicações sobre Reciclagem
-
Embalagens - Tendências da responsabilização ambiental


Fica aqui a reflexão: quais atividades eu posso desenvolver em sala de aula para que o estudante modifique seus hábitos gerando menos lixo?

Mais uma contribuição direto do Twitter
@biosfera_ms

28 de julho de 2009

Até na Lua?

Mais charges de Clóvis Lima em Charge Clube
27 de julho de 2009

RJ: Inaugurado primeiro aterro sanitário consorciado


Danielle Jordan / AmbienteBrasil


Hoje (27) pela manhã será inaugurado no Rio de Janeiro o primeiro aterro sanitário consorciado do estado, em Teresópolis. O local receberá também o lixo das cidades de São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Carmo.

O projeto do aterro, que tem 115 mil metros quadrados, faz parte do Programa Estadual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (PEGIRS), da Secretaria Estadual do Ambiente. Foram investidos pelo menos R$ 5 milhões.

Cerca de 130 toneladas de lixo devem ser enviadas diariamente ao empreendimento. Na primeira etapa será implantado o tratamento de efluentes líquidos e gasosos, posteriormente um galpão de apoio à coleta seletiva também será instalado.

O governador do estado, Sérgio Cabral e a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, participam da solenidade, além do diretor-presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), participam da solenidade a partir das 10h30.

De acordo com Marilene Ramos outros empreendimentos semelhantes serão implantados no estado, entre eles os aterros de Vassouras, Quissamã e Paracambi, que atenderão um total de 15 municípios.

A iniciativa faz parte do Pacto pelo Saneamento, da Secretaria Estadual do Ambiente, e que pretende ampliar de 25% para 80% a coleta e o tratamento de esgoto, e ainda erradicar os lixões em todo o estado, em no máximo 10 anos.
24 de julho de 2009

Barra Mansa,RJ: Semana de Meio Ambiente Social - Burle Marx

(clique para ampliar)

Programação completa no Blog
22 de julho de 2009

Poluição afeta inteligência humana desde útero materno

WASHINGTON, EUA (AFP) - A exposição à poluição durante a gravidez afeta o coeficiente intelectual das crianças, segundo um estudo americano que será publicado no jornal Pediatrics de agosto.

O estudo realizado durante cinco anos com 249 crianças que viviam nos bairros de Harlem e Bronx, em Nova York, mostra que os HAP, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, diminuem o coeficiente intelectual das crianças desde a gestação.

Os HAP são poluentes tóxicos produtos da combustão do carvão, do diesel, da gasolina ou do gás.

O estudo foi realizado pelo Columbia Center for Children's Environmental Health (CCCEH) e financiado pelo Instituto Nacional para a Saúde dos Estados Unidos (NIH).

As crianças expostas a altos níveis de HAP (2,26 nanogramas/m3) mostraram que possuem um coeficiente intelectual inferior em 4,31 a 4,67 pontos, ao das crianças não expostas.

"Estas conclusões são preocupantes pois estes desempenhos em termos de coeficiente intelectual podem ter consequências no desempenho na escola", disse Frederica Perera, professora de saúde ambiental e diretora do CCCEH.

Ela observou que os efeitos desta contaminação sobre o coeficiente destas crianças é similar aos diagnosticados em crianças expostas a níveis baixos de chumbo, nocivo para o sistema nervoso.

"As conclusões do estudo são uma fonte de preocupação porque o coeficiente intelectual é um determinante importante do futuro sucesso escolar e os HPA são muito usados nos centros urbanos em todo o mundo", acrescentou Perera.

Fonte: Yahoo!Notícias - Ciência e Saúde
Colaboração de @lupecampos

17 de julho de 2009

17 de Julho - Dia de Proteção às Florestas


Mata do Amador - Piraí, RJ
(Foto: Raquel Almeida)

Preservar florestas é sinônimo de proteger a vida. Florestas têm sido ameaçadas em todo o mundo, pela degradação incontrolada. Seu uso foi desviado para necessidades crescentes do próprio homem e pela falta de gerenciamento ambiental adequado.

As florestas são o ecossistema mais rico em espécies animais e vegetais. Sua destruição causa erosão dos solos, degradação das bacias hidrográficas, perdas na vida animal e perda de biodiversidade em geral.

É fundamental lembrar a importância de conservarmos nossas florestas. Aumentar a proteção e manter os múltiplos papéis e funções de todos os tipos de florestas. Reabilitar o que está degradado é preservar a vida no planeta.
De acordo com a ONU, o mundo já perdeu metade de suas florestas. Nos últimos 40 anos, a área per capita de floresta caiu mais de 50%: a média global anterior era de 1,2 hectare por pessoa e agora chegou a 0,6 hectare.

Mata do Amador - Piraí, RJ
(Foto: Raquel Almeida)

Nossa situação é única

Em termos de diversidade biológica, o Brasil tem uma situação ímpar no mundo. Calcula-se que cerca de um terço da biodiversidade mundial esteja em nosso país, em ecossistemas únicos como a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, os cerrados, áreas úmidas e ambientes marinhos, entre outros.

Só a Amazônia, o maior dos biomas (o bioma é o conjunto dos seres vivos de determinada área) da América do Sul, é metade das florestas tropicais do mundo, com valores altíssimos em termos de biodiversidade, além do enorme potencial genético.

E a Mata Atlântica, desmatada desde os primórdios da colonização do país em ciclos econômicos agrícolas (as plantações de cana de açúcar e de café) ocupada pelo estabelecimento histórico de vilas e cidades acompanhando o litoral, teve o mais alto grau de desmatamento e conseqüentemente o mais alto grau de perda dos habitats originais. Hoje, o que restou (menos de 8% de sua área primitiva), está fragmentado, sendo melhor a situação na parte costeira da Mata Atlântica (onde o relevo acidentado ajudou na conservação), principalmente em São Paulo, e pior no interior (onde o relevo de planaltos favoreceu a ocupação).

Quando uma floresta deixa de existir, perdemos fauna e flora e isso pode provocar, ainda, o desequilíbrio da cadeia alimentar. Com as espécies carnívoras diminuindo, cresce o número de herbívoros, que podem vir a extinguir mais tipos de vegetais.

A perda da cobertura vegetal causa a degradação do solo e, conseqüentemente, a desertificação. A destruição das florestas afeta, também, o clima, já que elas têm importante papel na manutenção da temperatura, nos ventos e no ciclo das chuvas.

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